Hoje sou uma lágrima de dor.
Não quis Deus que fosse a derradeira
Mas hei-me finda, finada, finalmente…
Horrores sentimentais, torturas emocionais
Enchentes e enchentes de maus pensamentos
E comportamentos sem atitude
Destruíram minhas pontes
(não num instante, mas em anos e anos de decisões não tomadas)…
Queria eu poder justificar tamanha dificuldade
Minh'alma tem encontrado para transpor suas barreiras.
Queria eu achar culpado para o homicídio que em mim se deu.
Mas sou mortos e feridos sem inimigos nem guerra...
Devastei-me, debaixo do meu próprio nariz
Enquanto convencia a mim própria
De que tudo seria diferente desta vez.
E desta vez… foi tudo como sempre.
Sinto-me sem chão.
Sinto-me sem teto.
Sem paredes.
E chove…
Será que a genética se poderia culpar
Para justificar tamanho malogro?
(Choro)…
Não há culpas, só há culpado.
Não há respostas, só há perguntas.
Não há saída, mas ainda há caminho. Duro…
E para o seguir não pode ser a encarar o chão.
Mas não há força, nem motivação.
Há as réstias de esperança de um futuro menos medíocre
E isso se tiverem razão aqueles que afirmam
Que não há sucesso sem fracassos…